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Posts Tagged ‘pensamentos da van’

Foi um sonho, uma descoberta, uma paixão. Eu não imaginava, mas hoje vejo claramente a vida me trouxe até aqui, conduzindo cada tempestade, cada acerto e cada tropeço que vivi. Eu me permiti, aprendi, me desmontei, me reinventei e, quando finalmente colori meu próprio céu, pude encontrar meus dons e meus sonhos.

É um sonho imenso, que realizo aos poucos: descobri nas crianças meu dom e na arte minha paixão. Estudei, li muito, pesquisei, testei, tentei, e as respostas que eu tinha só confirmavam que eu estava no caminho certo, e que, mesmo indo na contra-mão de tudo que vi e trazendo algo novo e desconhecido, teria resultados incríveis e alcançaria mais que esperava.

São quatro anos com o Projeto Escolas, proporcionando o encontro entre crianças e arte, ensinando e incentivando mãozinhas e mentes e ficando cada vez mais impressionada com os benefícios que a arte oferece, descobrindo novos caminhos e vendo claramente a evolução de cada criança, reforçando cada uma das minhas expectativas, cada um dos meus objetivos e a certeza maior que me motiva: o incentivo à arte na infância é um fator fundamental para a formação de pontos importantíssimos, que não são trabalhados em nossas casas e escolas: imaginação, criatividade, autoestima, coordenação motora fina, expressão, liberdade, sentidos, capacidade, concentração, espaço, noção, valores, foco, objetividade, continuidade, força de vontade e determinação… Certeza de que esses pontos transformam crianças incentivadas em adultos incrivelmente competentes, capazes, com um cérebro privilegiado e uma alma livre!

O projeto segue em 2015. Aulas em escolas e no atelier, projetos novos e encantadores e algumas adaptações e pausas necessárias com a chegada da Amanda, tudo muito esperado e planejado, sempre!

Entre em contato para maiores informações!!

 

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Uma alma definida por detalhes

Pequenos, mínimos, fundamentais
Cada ponto e cada pingo
Cada virgula e cada pausa
Sou todos os pontos de interrogação
Sou ponto nenhum

Ora sou um único detalhe
Ora sou a mistura de todos
Meu riso e meu choro
Meu cinza e meu azul

Deixei as tempestades me moldarem
Senti a brisa e a tormenta
O vento sussurrou seus segredos
E quando consegui ouvi-los
Pude perceber meus erros
Aprendi que não sou meus questionamentos
Nem minhas desilusões
Me desfiz num segundo
E desfeita, me encontrei

Deixei o vento me contar
Deixei a vida me ensinar
Sou todos os meus detalhes
Sou cada um deles
Cada virgula me completa
Cada ponto me permite
Não sou minhas escolhas
Nem sou uma coisa só
Sou cada parte de mim
Sou muitas partes de mim

Tenho partes distintas
Tenho partes misturadas
Sou feita de antônimos
Detalhes antagônicos me completam
Minhas  contradições moram lado a lado

Precisei despir minha alma
Soltar minhas amarras
E suavizar meu peso
Pra finalmente enxergar o que a vida queria ensinar
E tenho me refeito a cada dia
Deixando pra trás o peso das tempestades
Entendendo que cada detalhe me completa
Que cada dia sou uma parte
Que sou livre, múltipla e intensa
Sou várias, numa só.

Cada ponto e cada pingo
Cada passo dado no caminho
E cada uma das tempestades
Me fizeram assim
Sou minha acidez mais pura
Sou minha paixão mais intensa
Sou meus exageros e meus medos
Sou boba e sou loba
Sou riso e choro
Brisa e tormenta
Paz e guerra
Sou tudo, sou eu.

 

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Enfim, 2015! Um ano novo trás aquela ideia de que podemos começar de novo, do zero, e escrevermos uma história diferente, né? Esse “término e recomeço” sempre foi muito importante pra mim. Especialmente agora! Não consigo encontrar uma palavra que defina o que foi o ano de 2014! Tanta coisa em tão pouco tempo…

Em 2014 foi um ano de aprendizado, duro e necessário, onde a vida desfez meus planos e mostrou que eu precisava mudar. Não foi nada fácil, confesso! A vida tirou meu chão, frustrou meus planos e colocou todos os meus erros diante de mim. Aquela mania de acreditar demais, confiar demais e me doar demais.

Dei passos imensos, que jamais daria sozinha, com a certeza de que valeria a pena. Não valeu. Me desgastei, me frustrei e me decepcionei imensamente. E foi sem chão que me obriguei a mudar. Levantar, enfrentar meus medos e minhas ilusões, defender meus sonhos e voltar a pensar em mim. Terminei o ano completamente diferente do que eu esperava ou previa, mas com a nítida sensação de ter aprendido o que a vida quis ensinar!

Que 2015 seja doce, e que estejamos prontos, sempre!

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Quando eu voltei pra cá, lá no final de 2009, deixei meu atelier montado em Blumenau e trouxe só meus materiais, e apesar da luta de recomeçar,  continuei trabalhando com meus papéis, num cantinho montado em casa mesmo… e quando estava completando um ano aqui em São José, decidi sonhar…. Trabalhar em casa começou a me atrapalhar bastante, queria montar um espaço pequeno, com meus materiais e minhas ferramentas. Eu recebia muitas encomendas pela internet e vendia peças prontas também, produzia tudo em casa, sem horário, quase sem folga, sem ninguém pra conversar e com uma dificuldade enorme pra encontrar material especializado. Passei a sonhar desesperadamente com um espaço só pra meu trabalho: um lugar diferente, onde além de produzir minhas peças e encomendas, eu tivesse contato com outras pessoas, compartilhando a arte que eu amo, falando, dando ideias, vendendo materiais ou oferecendo cursos, num lugar aconchegante e especializado, com atendimento impecável, enfim,  mais um monte de ideias e detalhes que borbulhavam dentro de mim. Num passo quase que impossível, sem dinheiro algum mas com muita vontade, o atelier se tornou real. E aos poucos esse canto foi se transformando, ganhando uma alma própria, uma energia única. Doce Papel Atelier me deu muitos presentes: amigas, anjos, risadas, força. Aqui eu descobri meu maior dom, fiz parcerias, chorei decepções e me tornei uma pessoa melhor, leve e livre. Muita gente já passou por aqui, das mais apaixonantes às mais desprezíveis. Alunas que se tornaram amigas incríveis, gente que entra pra ver um papel e nunca mais fica longe, passam a ser parte daqui. Alguns presentes da vida mesmo, daqueles que acalentam coração e aumentam nossa fé no mundo, ganhei gente assim, do tipo que nao me imagino mais sem… Pessoas que decepcionaram profundamente também… já fui enganada, já acreditei mais do que devia, já fui desacreditada e subjugada, aceitei trapaças e muitas vezes fui surpreendida com rasteiras incrríveis… fiz e desfiz parcerias danosas e que marcaram muito meu caminhar. E tem aprendizado maior que esse? Cada um que entrou aqui dentro, cada história, cada lágrima e cada risada. Cada vez que eu quase desisti e decidi insistir, cada tropeço, cada sorriso, cada carinho, cada ajuda… tudo que eu vivi nos últimos cinco anos me transformaram no que eu sou hoje: mais ácida, mais viva, mais barulhenta. Mais amiga, mais mãe. mais abusada, muito cara de pau, nada timida. Professora realizada,apaixonada por minhas crianças , mais confiante e muito mais teimosa.  Continuo confiando, mas eu sei exatamente quando sou enganada ou quando tiram proveito da minha bondade. Estou no controle, na maioria das vezes, e adoro me fazer de boba! E sou grata demais, sempre e apesar de tudo. Enfim… o atelier é mais que um lugar. É um aprendizado diário, é a energia que me completa, é onde eu encontro almas inquietas como a minha. Por fim, é onde eu tenho meu filho perto de mim, todos os dias, crescendo diante dos meus olhos e aprendendo comigo a lutar cada tempestade sem recuar nem desistir.

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2011

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2013

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2014

2014

Bjs Van

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Encomendas, aulas, projetos. Toda semana, todo dia, o tempo todo. Precisamos criar, produzir e cumprir prazos, além de encantar, surpreender e inovar, sempre!

Com o tempo essa rotina intensa nos transforma e nos adapta, nosso cérebro se reorganiza, desenvolvemos técnicas, jeitos, hábitos e vícios que nos acompanharão pra sempre. Nos acostumamos com uma mente que fala e borbulha o  tempo todo, sem silêncio.

E seguimos assim, ora inspiradas, ora despedaçadas, mas sempre ali, buscando dentro, bem la dentro, a paixão que nos arrebatou de tal forma que decidimos viver disso, disso tudo.

E meu cérebro é um tanto quanto agitado, mesmo nos meus momentos mais ocos e quietos. Mesmo assim, acabei criando minhas rotinas e meus vícios. Condiciono meu processo criativo a seguir  o mesmo caminho diversas vezes, mesmo sem perceber.
E uma das coisas que mais amo é exatamente o contrário disso: me exigir algo diferente, que me faça pensar com outros botões.

Eu queria um trabalho com layout duplo, mas não distintos. Queria misturar elementos que acabassem transformando as duas páginas numa só. Foi tão bom, consegui deixar a obrigação de criar em algo mais leve, tem coisa melhor?

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Bjs
Van

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Não preciso mais de dias perfeitos pra admirar o horizonte.
Nem de dias claros pra enxergar o azul do céu.
Descobri que posso sentir a brisa no meu rosto quando fecho meus olhos!

As tempestades que enfrentei sempre foram cinzas e densas.
Tão cinzas que me fizeram esquecer as cores do entardecer.
Tão densas que me acostumei com a chuva forte machucando meu rosto.

E só quando não vi mais cor alguma, a vida pode me mostrar
que tudo que eu almejava estava ali, dentro de mim.
Aprendi que posso colorir meu céu,até  mesmo as nuvens mais pesadas.
Que posso sentir aquele vento que só o mar
me dá, mesmo com a chuva insistindo em cair.

As tormentas continuam aparecendo no meu caminho.
A vida parece que tem prazer em me ver lutar.
As lutas não mudaram. Eu mudei.
Navego sorrindo, chorando, na intensidade que sou.
Mas colori meu mundo com as cores da minha alma,
e o azul que me renova está sempre diante dos meus olhos.

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É engraçado como os caminhos se constroem.
Alguns passos nossos, vários passos da própria vida.
Algumas escolhas próprias. Algumas.
Mudanças óbvias. Algumas.
E trilhamos assim: sorrindo e chorando,
dobrando esquinas, tentando seguir.

Admiro mais o sorriso leve do que a lágrima doída.
Me acostumei com o céu  cinza das minhas tempestades
Acostumei de tal forma,
que o cinza já me atrai como belo
e as chuvas que antes temia,
nem mais as percebo.
As gotas geladas que insistem em cair
tornam-se verão na minha inquietude,
Nem sinto, tanto faz.

E no auge da angústia,
da saudade, do grito dentro de mim,
do arrependimento que rasga a alma,
da acidez que intrínseca se faz viva,
me resta a luta.
Resta a luta pra os que são lutadores
Resta o sonho para os
que vivem seus amores
O alento do que se quer.

Resta o amor que explode em minhas mãos,
que segura, que faz seguir.
Prefiro a guerra que vivo, em busca da paz,
prefiro a angustia de uma alma de verdade
Pois só em meio às lutas, encontro o impossível
Só gritando meu amor, entendo meu motivo

Só caminhando contra a multidão,
reconheço a hipocrisia,
e fujo como que num desespero involuntário
de tudo que não seja verdadeiro.
Porque quando se experimenta a verdade
Quando se vive o amor,
quando se luta pelo azul do céu,
aí se entende quanto vale um sorriso.
Sorriso guerreiro. Sorriso de vida.

Van Lima

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