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Posts Tagged ‘reflexões’

Artigo de 2013, publicado no portal VRNews.… mais um que não estava registrado por aqui….

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O scrapbook, de forma geral, tem como “foco” a confecção de álbuns e trabalhos diversos que, de forma única, pessoal e artesanal, guarde momentos, sentimentos, lugares e memórias. E para isso, contamos com uma infinidade de itens: fotos, tickets, bilhetes, embalagens, etc, não é? E temos algo importantíssimo, que chamamos de “journaling”. “Journaling é a forma de registrarmos, através de títulos, textos, notas, poemas, etc, o que a foto e o trabalho querem dizer.

Eu, particularmente, defendo muito esse “ponto”, a expressão escrita, de qualquer forma que seja. Entendo que ao escrevermos, deixamos nossos sentimentos, nossa alma, nosso coração ali, nos papéis. E isso nos libera, nos deixa mais leves e nos ensina de diversas maneiras. E o scrapbook é um ótimo exercício de expressão! Por que exercício? Porque a grande maioria das pessoas tem uma dificuldade enorme de expressar sentimentos através da escrita. Ou mesmo de contar histórias, relatar momentos, etc. Essa dificuldade existe por muitos motivos, e entre eles, a falta de incentivo, de vontade e de perceber os benefícios que podemos ter.

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Garanto que vale a pena tentar! E minha sugestão é experimentar. Começando com uma música, um poema, uma citação. Relatar algum momento da infância, sem se preocupar com “beleza gramatical”, apenas passando a memória para o papel. E aos poucos escrever se torna fundamental, necessário. E é muito gratificante ver e ler a liberdade que adquirimos e a leveza que ganhamos através das letras.

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Tem dias…

Tem dias que eu sei de tudo, dias que nao sei é nada…
Semanas inteiras agitada e feliz, outras com uma amnésia criativa que me constrange…
Dias que não consigo nem levantar,
que a vida me puxa pra baixo com uma força ‘cósmica’…
Tem dias que o destino apronta, dias que eu apronto sozinha…
Dias que eu quero, dias que desisto.
As vezes acho que vou conseguir vencer tudo, as vezes acho que já perdi.
Dias que quero paz, dias que quero muita guerra…
As vezes estou super afim de justiça, as vezes quero ser justiceira, mas na maioria, quero que todo mundo se foda, cada um por si, cada um na sua hora, cada um com requintes de crueldade da vida….

Não me entendo…
Agora estou numa fase (leia-se semanas, dias, talvez horas) em que tudo, tudo é relativo.
Tudo.
Sei lá o que fazer.
Sei lá de onde tirar dinheiro,
sei lá.
Acho td muito ilusório
muito surreal
muito injusto e muito cômico.
Tenho medo da morte, tenho medo da vida.
Tenho medo de mim.
Medo do que eu sou capaz de fazer e medo do que eu sou capaz de deixar de fazer.

As vezes fico pensando nas minhas escolhas e quase enlouqueço.
Não me entendo, nao consigo. E isso acaba comigo. Mas…. os dias passam…
tem dias que nao tem mais amanhã, tem dias que tem o futuro inteiro pela frente…
As vezes estou Cazuza (tá faltando crase em todos os meus “as vezes”, é isso mesmo?)
as vezes Renato Russo… agora estou Toquinho e o futuro me convidando à chorar.
Não quero ideologias, nem ninguém que me entenda e nem saudades do que nao vi. Quero chorar um futuro que eu desconheco e que nem quero tentar ‘pilotar’.

Quero que o mundo pare agora. Preciso descer.

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Saí com duas amigas “virtuais” (totalmente entre aspas, pq elas sao super mega reais na minha vida)… nos conhecemos na internet num fórum para mães. Ontem fomos petiscar e  rir juntas….

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Petiscar é apelido né? rs

O 056Aqui a Vanessinha, que conheci domingo, e a Katia, amiga de tempo, praticamente de infância, rs.

O 063

Tinha música dos anos 80. Rimos muito, desvendamos mistérios, foi muito legal. Obrigada pela noite, meninas! Amei e estava precisando muito disso!

Abraços,

Van

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A morte do Michael Jackson não estava sendo ‘tao impactante’ pra mim. Até ontem, quando eu assisti partes de um especial sobre ele (aliás, todos os canais passavam alguma coisa sobre ele, nao tinha escapatória, rs).

Entre meus 10 anos e meus 15 anos, mais ou menos, eu fui uma ‘fã fanática’ peloMichal. Tinha todos os discos, (vinil), o Dangerous foi meu presente de Natal, rs. Tinha álbuns de recorte, revistas, notícias, especiais, tudo que se pode imaginar. Compartilhava essa minha ‘fissura’ com uma amiga da mesma idade, a Isabele Caroline de Lara (seria tao incrível encontrar ela de novo…. lembrei tanto dela nesses dias…), escutávamos e choravamos juntas.

Era algo inocente, sabe? De infância mesmo. A música dele me acalmava, me fazia sonhar. Hoje eu percebo que era mágico, sei lá.

E aí que nesse álbum Dangerous, que eu ouvia todos os dias, direto, (era duplo, lindo, rs), tinha uma música chamada “Will You Be There”. A primeira vez que a escutei eu chorei mt, mesmo sem entender nada da letra, rs. Era a música que eu mais ouvia, sempre.

Depois eu ‘cresci’ e essa fase da inocência passou… Tanta coisa aconteceu, tanta mancada eu dei, tantos erros… Michael e essa música ficaram esquecidas, abandonadas, assim como a minha fantasia, meus planos, meus sonhos daquela época…

Hoje, com 28 anos de idade, ao ver tanta gente falando do Michael, me lembrei da tal musica… Vim aqui procurar, e chorei de novo.

Não pela morte dele em si, mas pq me dei conta que muitos dos meus sonhos daquela época morreram faz tempo e eu nem percebi… pq perdi aquela inocência de uma forma tao ruim que hoje sinto como se aquela época fosse a mais mágica da minha vida.

Lembro da minha mae brava pq eu ficava sentada no chão, escutando o show dele ao vivo no Brasil, e na verdade aquilo era tao ‘bobo’ perto de tudo que eu passei depois, que tenho certeza que hoje ela nao brigaria por coisa tao pouca… sabe?

Estou num ‘túnel’ agora. Lembrando de coisas que já estavam apagadas da minha memória. Queria era voltar lá tras. Reviver aquela meiguice da vida, aqueles sonhos limpos, sem maldade. Queria me alegrar com as coisas bobas que me alegravam. Pena que eu mudei.

A música é essa:

E a tradução dela é essa aqui ó:

Me abrace
Como o Rio Jordão
E então vou te falar
Você é meu amigo

Me carregue
Como se fosse meu irmão
Me ame como se fosse uma mãe
Você vai estar la?

Quando cansado
Diga se você vai me abraçar
Quando errado, você vai me moldar?
Quando perdido, você vai me achar?

Mas eles me disseram
Que um homem deve ser fiel
E andar quando não puder
E lutar até o fim
Mas sou apenas humano

Todo mundo está tomando controle de mim
Parece que o mundo tem um papel pra mim
Estou tão confuso, você pode me mostrar
Você vai estar la pra mim
E se importar o suficiente pra me aguentar

(Me segure)
(Deite sua cabeça)
(Devagar e então ousadamente)
(Me carregue até la)

(Me segure)
(Me ame e me alimente)
(Me beije e me liberte)
(Vou me sentir abençoado)

(Carregue)
(Me carregue com coragem)
(Me levante devagar)
(Me carregue até la)

(Me salve)
(Me cure e me banhe)
(Devagar você me diz)
(Eu vou estar la)

(Me levante)
(Me levante devagar)
(Me carregue com coragem)
(Mostre que você se importa)

(Me segure)
(Deite sua cabeça)
(Devagar e então ousadamente)
(Me carregue até la)

(Precise de mim)
(Me ame e me alimente)
(Me beije e me liberte)
(Vou me sentir abençoado)

Em nosso momento mais escuro
Em meu desespero mais profundo
Você ainda vai se importar?
Você vai estar la?
Em meus julgamentos e tribulações
Em nossas dúvidas e frustrações
Em minha violência
Em minha turbulência
Por meus medos e confissões
Minha angustia e minha dor
Minha alegria e meu sofrimento
Na promessa de um outro amanhã
Nunca te deixarei partir
Porque você está sempre em meu coração

Ta aí, achei que não ia falar nada, mas Michael merece minha homenagem. Ele fez parte da minha história, e da parte mais linda dela.

Van

Me abrace
Como o Rio Jordão
E então vou te falar
Você é meu amigo

Me carregue
Como se fosse meu irmão
Me ame como se fosse uma mãe
Você vai estar la?

Quando cansado
Diga se você vai me abraçar
Quando errado, você vai me moldar?
Quando perdido, você vai me achar?

Mas eles me disseram
Que um homem deve ser fiel
E andar quando não puder
E lutar até o fim
Mas sou apenas humano

Todo mundo está tomando controle de mim
Parece que o mundo tem um papel pra mim
Estou tão confuso, você pode me mostrar
Você vai estar la pra mim
E se importar o suficiente pra me aguentar

(Me segure)
(Deite sua cabeça)
(Devagar e então ousadamente)
(Me carregue até la)

(Me segure)
(Me ame e me alimente)
(Me beije e me liberte)
(Vou me sentir abençoado)

(Carregue)
(Me carregue com coragem)
(Me levante devagar)
(Me carregue até la)

(Me salve)
(Me cure e me banhe)
(Devagar você me diz)
(Eu vou estar la)

(Me levante)
(Me levante devagar)
(Me carregue com coragem)
(Mostre que você se importa)

(Me segure)
(Deite sua cabeça)
(Devagar e então ousadamente)
(Me carregue até la)

(Precise de mim)
(Me ame e me alimente)
(Me beije e me liberte)
(Vou me sentir abençoado)

Em nosso momento mais escuro
Em meu desespero mais profundo
Você ainda vai se importar?
Você vai estar la?
Em meus julgamentos e tribulações
Em nossas dúvidas e frustrações
Em minha violência
Em minha turbulência
Por meus medos e confissões
Minha angustia e minha dor
Minha alegria e meu sofrimento
Na promessa de um outro amanhã
Nunca te deixarei partir
Porque você está sempre em meu coração

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Recebi uma encomenda muito especial, há pouco mais de um mês: organizar todas as fotos de um casal que estaria completando 15 anos de casados.
Foram quase 240 fotos. Ela queria presentear o marido, no dia do aniversário de casamento deles.

Foi muito legal e envolvente produzir o álbum. Fiz em formato 30×30, com todos os recadinhos de amor trocados entre eles, cartões, cartas, postais, lembranças… A esposa, Zete, minha podóloga, se esmerou nas informações. Letras de músicas, fotos significativas, e uma linda carta de amor, linda, de chorar!

O álbum ficou lindo. Perfeito, enorme! Eu amei! Me envolvi muito e aprendi a admirar o casal. Uma história linda de amor e superação. Falei isso tudo pra ela no dia em que entreguei o álbum pronto. Ela ficou super feliz. Tenho certeza que ela nao esperava que ficaria tão lindo, tão especial, foi muito legal ver sua reação, ver os olhos brilhando, a satisfação! Muito bom.

Ela entregou o álbum no dia seguinte, 26 de Fevereiro. Ele amou. Folheram o álbum juntos, comemoraram os 15 anos… As fotos todas organizadas, muito legal! E eu fiquei satisfeita com meu trabalho.

Na semana seguinte eu viajei, e no retorno, encontraria com a Zete para devolver algumas fotos que nao foram utilizadas, pegar uma parte do pagamento e umas canetas que emprestei pra elas escrever algumas coisas a mais em algumas páginas….

E aí que vem a minha maior surpresa, indignação talvez, um choque com a vida, com a minha própria vida.

Zete faleceu. Exatamente 1 semana depois de completar 15 anos com seu marido. Uma complicação inesperada numa cirurgia que seria simples demais, daquelas só pra ‘corrigir alguma coisinha’, que nem precisava fazer agora, mas que ela agendou e fez….

Fui ao encontro dela, e eis que ela… nao existe mais? Como assim? Ainda estou muito chocada, embasbacada com a vida, com a rasteira que a gente leva, com nossa arrogancia em achar que temos controle de tudo, quando na verdade, somos nada.

O peso do álbum mudou completamente. Parece que foi uma despedida. Ela organizou tudo, escreveu uma carta de amor lindíssima, presenteou seu amado, e foi embora…

Eu ainda preciso entrar em contato com eles, pra devolver a bolsa com as fotos nao usadas, que ainda está comigo…  e sinceramente, assim como nao sei mais o que escrever aqui, nao sei o que dizer pra ele também… Espero e oro para que ele seja consolado, e para que nós, meros mortais, tenhamos consciência de que amanhã poderemos nao estar mais aqui… Que nossa vida pode acabar hoje, do nada… por mais sonhos e planos que façamos.

E a gente deixa a vida passar como areia no meio das nossas mãos. Rompemos amizades por bobeiras infâmes, ofendemos por um orgulho podre, deixamos de amar, deixamos a vida passar… talvez precisássemos entender essa ‘pressa’ necessária para se viver… de fazer hoje, de consertar hoje, de amar e dizer que se ama, hoje! Amanhã talvez eu ou você nao existamos mais… e aí, nada mais pode ser feito.

Aprendi muito nesses dias, e tenho pensado muito. E percebido muito o quanto a vida tem ‘escorrido’ no meio das minhas mãos, e o quanto eu preciso vivê-la!

Eis algumas fotos do álbum:

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