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Posts Tagged ‘filosofias’

E sempre foi assim… de casulo me transformo em borboleta, de marujo viro expectadora das minhas próprias tempestades… e sempre, de repente, no meio daquela chuva densa que para alguns a visão já seria turva, a vida me tira pra dançar… eu confesso que ainda não me acostumei, que sou surpreendida pelos ritmos novos, que na verdade nao sei dançar nada e sou levada pelo vento dos passos que dou…

Sim, fui convidada a dançar com o vento.
Sim, era tempestade de novo.
Não, não estou reclamando, e na verdade, se vc me conhece, sabe que por fim, aprendi a viver assim e até prefiro, pois sei que só quem conhece uma tempestade entende o valor do céu aberto.

Meus últimos anos foram alucinantes. Corridos.
Sim, dei péssimos passos, fiz escolhas questionáveis, confiei em pessoas duvidáveis.
Carreguei nas costas por dois anos, um peso que eu mesma escolhi carregar.
Mas aprendi… que quando a gente erra, a vida aproveita pra ensinar as melhores coisas, pra mostrar as surpresas mais incríveis e pra me fazer crescer.

E aqui, nessa casa amarela, eu tive o privilégio de crescer. De conhecer as pessoas mais incríveis, de descobrir que a gratidão era minha única saída, de que a gente precisa mudar, e de que, de novo, quem tem amigos, tem absolutamnte tudo….
Foram dois anos intensos, muito bem vividos, tanto nas horas ruins quanto nas boas.

Não teria nem como descrever, porque não consigo resumir nem deixar de florear nada do que sai das minhas mãos ou mente. E esse indescritível ciclo agora se fecha… ou nao, ele se transforma. De borboleta, viro casulo, porque preciso que seja assim.

Eh, é isso…. o atelier Doce Papel, minha paixão, minha insistência e minha teimosia, vai virar casulo por um tempo. Deixaremos fisicamente São José dos Pinhais. Fecharemos nosso espaço físico apenas, mas a dor e o frio na barriga é de como se eu estivesse voltando lá em 2010, quando arrisquei e decidi colocar meus pés no incerto.

Agora arrisco de novo, porque mudar já me é intrínseco, e pelo jeito, é assim que a vida gosta de lidar…. eu aceito a dança. e nos passos da vida, mudo tudo que é pra mudar.

Deixo um até logo, com novidades em breve, prometo!

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Sou louca, apaixonada, guerreira.
Sou várias, sou muitas, sou só eu.
Espalho meus pedaços, me despedaço, me refaço.
Sou calmaria e tempestade, cinza e azul.
Sou arte, sou parte, sou tudo.
Sou guerra, sou luta, sou coragem.
Faço meu teatro, desfaço meu ato.
Sou ácida e doce, sou o que quero ser.
Não preciso, faço de conta, dou conta só eu.
Sou erro, sou consequência.
Assumo, me assumo, me declaro, me despejo.
Tenho alma, razão e paixão.
Coração não sei se tenho, nao tenho tempo pra saber.
Sou furacão, sou atropelo, sou capaz.
Descanso imaginário, sem tempo pra parar.
Sou casulo, sou borboleta, sei voar.
Sou tudo isso, e ainda consigo cantar.
Sou mulher, com M maiuscúlo, que fique claro, pra terminar.

 

Feliz dia da mulher.

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(imagem do site http://vivamelhoronline.com/)

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2015 foi um ano incrível, que testou meus limites, me levou à exaustão e me fez crescer absurdamente muito. A vida foi leve comigo, e finalmente me mostrou que, um dia, a gente começa a colher os frutos de tanto trabalho e dedicação, e uma gratidão imensa faz tudo ganhar sentido!
 
Em 2014 a vida me mostrou e me ensinou muito! Aprendi a não sonhar sonhos dos outros e entendi que existem pessoas que não pensam como eu e não enxergam o quanto vale uma parceria…Sofri, me decepcionei, me vi sozinha e sem chão. Terminei o ano com sonhos destruídos.

E 2015 me surpreendeu de um jeito incrível: Encontrei parceiras de verdade, que carregam a mesma essência que eu, o valor da palavra e o peso de se sonhar junto.

E, se fosse só isso, já teria sido um ano e tanto… mas 2015 foi além. O atelier cresceu, conheci muita gente nova e querida, tive alunas fiéis e incríveis, que viraram parceiras fundamentais… comecei a colher pequenos frutos que plantei com muito trabalho e amor!

Trabalhei como nunca, e vivi a experiência mais intensa da minha vida: Amanda. Pari, sofri, fui à exaustão, é verdade… mas pude aprender que o amor mais intenso de todos se multiplica, se intensifica e enche a alma!

Enfim , 2015 foi inesquecível.

Vou parar, descansar. Com uma gratidão profunda por tudo que eu já vivi, por chegar até aqui. Descansar com a certeza que a vida pode sim me chamar pra dançar…

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E mais um de 2011…. 

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É engraçado como os caminhos se constroem.
Alguns passos nossos, vários passos da própria vida.
Algumas escolhas próprias. Algumas.
Mudanças óbvias. Algumas.
E trilhamos assim: sorrindo e chorando,
dobrando esquinas, tentando seguir.

Admiro mais o sorriso leve do que a lágrima doída.
Me acostumei com o céu  cinza das minhas tempestades
Acostumei de tal forma,
que o cinza já me atrai como belo
e as chuvas que antes temia,
nem mais as percebo.
As gotas geladas que insistem em cair
tornam-se verão na minha inquietude,
Nem sinto, tanto faz.

E no auge da angústia,
da saudade, do grito dentro de mim,
do arrependimento que rasga a alma,
da acidez que intrínseca se faz viva,
me resta a luta.
Resta a luta pra os que são lutadores
Resta o sonho para os
que vivem seus amores
O alento do que se quer.

Resta o amor que explode em minhas mãos,
que segura, que faz seguir.
Prefiro a guerra que vivo, em busca da paz,
prefiro a angustia de uma alma de verdade
Pois só em meio às lutas, encontro o impossível
Só gritando meu amor, entendo meu motivo

Só caminhando contra a multidão,
reconheço a hipocrisia,
e fujo como que num desespero involuntário
de tudo que não seja verdadeiro.
Porque quando se experimenta a verdade
Quando se vive o amor,
quando se luta pelo azul do céu,
aí se entende quanto vale um sorriso.
Sorriso guerreiro. Sorriso de vida.

Van Lima

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Eu tenho mania de escrever, tenho a petulância de achar que posso, e tenho a necessidade de derramar minha alma assim, em linhas e palavras….
Em 2011, tanto tempo já, e essas letras saltam diante de mim, como que num grito que a vida repete, como se fosse pra ser exatamente assim!

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Quando eu penso em circunstâncias, em experiências, na vida.. sempre me vem à mente José Ortega Y Gasset… o autor da frase título do post, um espanhol que eu gosto muito de ler.

Ele fala que não sao as circunstâncias que decidem a nossa vida. E eu concordo plenamente, totalmente, rs. Se fossem as circunstâncias, confesso que não estaria aqui agora, e muito menos estaria com esse sorriso que não sai do meu rosto. Meu sorriso, minha vida, minha alegria e meu bom humor são o que eu chamo de “acircunstancial”, rs.

Ortega y Garret diz assim:

A nossa vida, como repertório de possibilidades, é magnífica, exuberante, superior a todas as históricamente conhecidas. Mas assim como o seu formato é maior, transbordou todos os caminhos, princípios, normas e ideais legados pela tradição. É mais vida que todas as vidas, e por isso mesmo mais problemática. Não pode orientar-se no pretérito. Tem de inventar o seu próprio destino.”

Dá pra entender porque eu curto demais esse filósofo né? Eu me identifico demais com isso. Minha vida é um enredo… nao, nao de escola de samba nao, é de novela das oito. As coisas vao acontecendo, e eu vou me adaptando às circunstâncias, mas sempre, sempre de uma forma que fico acima delas.
Viver de acordo com o que te acontece é fatal. É triste. É deprimente. Ainda mais em meio ao problemas que enfrentamos hoje em dia… A vida corrida, a falta de dinheiro, as traições, as mentiras, os tropeços… viver em função disso dá rugas, rs.

E eu tenho poucas…. rs. poucas rugas. Rugas do tempo em que eu vivi em função do que me cercava. O bom é que a gente aprende. Nossas experiências (jeito bonitinho de falar “nossos erros”) nos ensinam e nos moldam. O bom é vc conseguir chegar aos 30, sendo “acircunstancial”.
Ah, e né? Viver acima das circunstâncias nao significa que eu não choro, nao vivo,nao amo, nao odeio. Sim. Tudo isso, e olha, de forma bem, bem, bem intensa. Sou exatamente o que Martha Medeiros fala em “Pedaços de Mim”. A diferença é que apesar da intensidade da vida e de eu sentir muito tudo o que me cerca, eu nao vivo em função disso. Estou aqui “toda ferrada”, com problemas imensos pra resolver, e resolvi escrever esse texto porque eu me surpreendi cantando, rindo e feliz, apesar de todos os pesares….

Abraços

Van

 

 

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Desabafo, alma, eu! De 2012!!

A vida é breve, é rasteira, é rapida…
Ela te testa cada vez que você diz que “não aguenta mais”, ou que “está no limite”… e ela te ensina a sorrir quando você finalmente percebe que o essencial está no simples, no pequeno… quando você entende que aquilo que existe de mais rico é exatamente o que não tem preço.

A vida te ferra, mas ao mesmo tempo, te mostra que quando você é verdadeiro, amigos e oportunidades aparecem no momento exato, por mais que tua impaciência te faça excomungar gerações e gerações.

A vida te mostra que o amor está onde você não imagina, e que o verdadeiro amor além de ser raro, é pesado, é profundo e é leve ao mesmo tempo. É um amor que suporta, que perdoa, que releva e que deixa a vida mais intensa, em todos os sentidos.

E com o tempo, você vai aprendendo, de leve ou com “bordoadas”, essas coisas… E isso te faz crescer de um jeito “indizível”, que só você consegue sentir quando se olha no espelho e vê as marcas da vida no seu rosto e no seu coração… quando você deita a noite e sente o alívio e a vitória de mais um dia vencido. Quando você, do nada, sente a maozinha de uma criança, pela qual você vive, te acariciando o rosto.

E enfim, você chega a conclusão de que nao sabe é de nada, e que precisa estar sorrindo e em pé para aquilo que a vida, com a brisa do mar ou a tormenta do deserto, ainda vai te ensinar…

 

Van Lima

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Foi um sonho, uma descoberta, uma paixão. Eu não imaginava, mas hoje vejo claramente a vida me trouxe até aqui, conduzindo cada tempestade, cada acerto e cada tropeço que vivi. Eu me permiti, aprendi, me desmontei, me reinventei e, quando finalmente colori meu próprio céu, pude encontrar meus dons e meus sonhos.

É um sonho imenso, que realizo aos poucos: descobri nas crianças meu dom e na arte minha paixão. Estudei, li muito, pesquisei, testei, tentei, e as respostas que eu tinha só confirmavam que eu estava no caminho certo, e que, mesmo indo na contra-mão de tudo que vi e trazendo algo novo e desconhecido, teria resultados incríveis e alcançaria mais que esperava.

São quatro anos com o Projeto Escolas, proporcionando o encontro entre crianças e arte, ensinando e incentivando mãozinhas e mentes e ficando cada vez mais impressionada com os benefícios que a arte oferece, descobrindo novos caminhos e vendo claramente a evolução de cada criança, reforçando cada uma das minhas expectativas, cada um dos meus objetivos e a certeza maior que me motiva: o incentivo à arte na infância é um fator fundamental para a formação de pontos importantíssimos, que não são trabalhados em nossas casas e escolas: imaginação, criatividade, autoestima, coordenação motora fina, expressão, liberdade, sentidos, capacidade, concentração, espaço, noção, valores, foco, objetividade, continuidade, força de vontade e determinação… Certeza de que esses pontos transformam crianças incentivadas em adultos incrivelmente competentes, capazes, com um cérebro privilegiado e uma alma livre!

O projeto segue em 2015. Aulas em escolas e no atelier, projetos novos e encantadores e algumas adaptações e pausas necessárias com a chegada da Amanda, tudo muito esperado e planejado, sempre!

Entre em contato para maiores informações!!

 

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Enfim, 2015! Um ano novo trás aquela ideia de que podemos começar de novo, do zero, e escrevermos uma história diferente, né? Esse “término e recomeço” sempre foi muito importante pra mim. Especialmente agora! Não consigo encontrar uma palavra que defina o que foi o ano de 2014! Tanta coisa em tão pouco tempo…

Em 2014 foi um ano de aprendizado, duro e necessário, onde a vida desfez meus planos e mostrou que eu precisava mudar. Não foi nada fácil, confesso! A vida tirou meu chão, frustrou meus planos e colocou todos os meus erros diante de mim. Aquela mania de acreditar demais, confiar demais e me doar demais.

Dei passos imensos, que jamais daria sozinha, com a certeza de que valeria a pena. Não valeu. Me desgastei, me frustrei e me decepcionei imensamente. E foi sem chão que me obriguei a mudar. Levantar, enfrentar meus medos e minhas ilusões, defender meus sonhos e voltar a pensar em mim. Terminei o ano completamente diferente do que eu esperava ou previa, mas com a nítida sensação de ter aprendido o que a vida quis ensinar!

Que 2015 seja doce, e que estejamos prontos, sempre!

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Quando eu voltei pra cá, lá no final de 2009, deixei meu atelier montado em Blumenau e trouxe só meus materiais, e apesar da luta de recomeçar,  continuei trabalhando com meus papéis, num cantinho montado em casa mesmo… e quando estava completando um ano aqui em São José, decidi sonhar…. Trabalhar em casa começou a me atrapalhar bastante, queria montar um espaço pequeno, com meus materiais e minhas ferramentas. Eu recebia muitas encomendas pela internet e vendia peças prontas também, produzia tudo em casa, sem horário, quase sem folga, sem ninguém pra conversar e com uma dificuldade enorme pra encontrar material especializado. Passei a sonhar desesperadamente com um espaço só pra meu trabalho: um lugar diferente, onde além de produzir minhas peças e encomendas, eu tivesse contato com outras pessoas, compartilhando a arte que eu amo, falando, dando ideias, vendendo materiais ou oferecendo cursos, num lugar aconchegante e especializado, com atendimento impecável, enfim,  mais um monte de ideias e detalhes que borbulhavam dentro de mim. Num passo quase que impossível, sem dinheiro algum mas com muita vontade, o atelier se tornou real. E aos poucos esse canto foi se transformando, ganhando uma alma própria, uma energia única. Doce Papel Atelier me deu muitos presentes: amigas, anjos, risadas, força. Aqui eu descobri meu maior dom, fiz parcerias, chorei decepções e me tornei uma pessoa melhor, leve e livre. Muita gente já passou por aqui, das mais apaixonantes às mais desprezíveis. Alunas que se tornaram amigas incríveis, gente que entra pra ver um papel e nunca mais fica longe, passam a ser parte daqui. Alguns presentes da vida mesmo, daqueles que acalentam coração e aumentam nossa fé no mundo, ganhei gente assim, do tipo que nao me imagino mais sem… Pessoas que decepcionaram profundamente também… já fui enganada, já acreditei mais do que devia, já fui desacreditada e subjugada, aceitei trapaças e muitas vezes fui surpreendida com rasteiras incrríveis… fiz e desfiz parcerias danosas e que marcaram muito meu caminhar. E tem aprendizado maior que esse? Cada um que entrou aqui dentro, cada história, cada lágrima e cada risada. Cada vez que eu quase desisti e decidi insistir, cada tropeço, cada sorriso, cada carinho, cada ajuda… tudo que eu vivi nos últimos cinco anos me transformaram no que eu sou hoje: mais ácida, mais viva, mais barulhenta. Mais amiga, mais mãe. mais abusada, muito cara de pau, nada timida. Professora realizada,apaixonada por minhas crianças , mais confiante e muito mais teimosa.  Continuo confiando, mas eu sei exatamente quando sou enganada ou quando tiram proveito da minha bondade. Estou no controle, na maioria das vezes, e adoro me fazer de boba! E sou grata demais, sempre e apesar de tudo. Enfim… o atelier é mais que um lugar. É um aprendizado diário, é a energia que me completa, é onde eu encontro almas inquietas como a minha. Por fim, é onde eu tenho meu filho perto de mim, todos os dias, crescendo diante dos meus olhos e aprendendo comigo a lutar cada tempestade sem recuar nem desistir.

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2011

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2013

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2014

2014

Bjs Van

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Encomendas, aulas, projetos. Toda semana, todo dia, o tempo todo. Precisamos criar, produzir e cumprir prazos, além de encantar, surpreender e inovar, sempre!

Com o tempo essa rotina intensa nos transforma e nos adapta, nosso cérebro se reorganiza, desenvolvemos técnicas, jeitos, hábitos e vícios que nos acompanharão pra sempre. Nos acostumamos com uma mente que fala e borbulha o  tempo todo, sem silêncio.

E seguimos assim, ora inspiradas, ora despedaçadas, mas sempre ali, buscando dentro, bem la dentro, a paixão que nos arrebatou de tal forma que decidimos viver disso, disso tudo.

E meu cérebro é um tanto quanto agitado, mesmo nos meus momentos mais ocos e quietos. Mesmo assim, acabei criando minhas rotinas e meus vícios. Condiciono meu processo criativo a seguir  o mesmo caminho diversas vezes, mesmo sem perceber.
E uma das coisas que mais amo é exatamente o contrário disso: me exigir algo diferente, que me faça pensar com outros botões.

Eu queria um trabalho com layout duplo, mas não distintos. Queria misturar elementos que acabassem transformando as duas páginas numa só. Foi tão bom, consegui deixar a obrigação de criar em algo mais leve, tem coisa melhor?

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Bjs
Van

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Não preciso mais de dias perfeitos pra admirar o horizonte.
Nem de dias claros pra enxergar o azul do céu.
Descobri que posso sentir a brisa no meu rosto quando fecho meus olhos!

As tempestades que enfrentei sempre foram cinzas e densas.
Tão cinzas que me fizeram esquecer as cores do entardecer.
Tão densas que me acostumei com a chuva forte machucando meu rosto.

E só quando não vi mais cor alguma, a vida pode me mostrar
que tudo que eu almejava estava ali, dentro de mim.
Aprendi que posso colorir meu céu,até  mesmo as nuvens mais pesadas.
Que posso sentir aquele vento que só o mar
me dá, mesmo com a chuva insistindo em cair.

As tormentas continuam aparecendo no meu caminho.
A vida parece que tem prazer em me ver lutar.
As lutas não mudaram. Eu mudei.
Navego sorrindo, chorando, na intensidade que sou.
Mas colori meu mundo com as cores da minha alma,
e o azul que me renova está sempre diante dos meus olhos.

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Que você aproveite esse renovo que o calendário nos oferece.

Recomece, recicle, reinicie. Não, nada daqueles votos, desejos e propósitos tradicionais de cada Janeiro, que até utópicos são, e de tão automáticos e unânimes, tornaram-se lugar comum.

Digo renovo do simples, daquilo que não percebemos ou escondemos em nós mesmos. Daquilo que necessita de alma e coragem.

Que você renove seu amor, reconquiste, resgate os primeiros votos e lembre-se dos bons motivos que te fazem continuar.
Recrie seus limites, recicle seus conceitos. Busque o simples.

Que você tenha força para caminhar, e descubra, dentro do teu peito, a vontade que te fará correr.
E que a cada passo, a vida encontre tua alma pronta para aprender. Aprender a passar por tempestades, a saborear a dor de cada lágrima e sentir i

mensamente cada sorriso, independente das circunstâncias.

Que você queira, de todo coração, ser livre. Livre para sentir o vento que alivia o peso, livre para mudar, para admitir, para dar o primeiro passo, e o segundo, e o terceiro. Livre pra sair da sua zona de conforto. Livre pra não suportar o mais o menos. Pra querer mais.

E que você tenha olhos para admirar a vida, que passa rápido e despercebida. As flores, as cores, o canto que ressoa dos céus. Que o vôo das borboletas inspirem seus mais profundos anseios e te façam voar.

Feliz 2014

Van 

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Precisamos caminhar, seguir em frente e viver, passo a passo, a estrada que a vida nos oferece. Aprendemos assim e seguimos assim.
Nossos passos desenham o roteiro, e  nossa capacidade de recomeçar e aprender nos dão o privilégio de observar além de nós mesmos, e de descobrirmos que mesmo em meio às mais densas trovoadas, existe beleza e motivo.

Meu caminho até aqui tem sido longo e intenso. Trechos sinuosos, tombos destruidores, muita chuva e luta, mas ao mesmo tempo, um aprendizado contínuo que não me deixa desistir.

Já tive momentos em que não quis mais caminhar. Outros em que caminharam por mim, sem que eu percebesse, e desenharam uma estrada que eu mesma jamais trilharia, e quando percebi e retomei meus pés, tive sentir cada ferida  de passos errados e sozinha, cicatrizar um por um. E nessa sequência de tropeços, sorrisos, paisagens e aprendizado, segui, sem muita vontade e sem muita coragem, meus dias.

Questionei cada tropeço, cada surpresa e cada recomeço. Revoltei, acomodei, tentei, desisti.  Com o tempo passei a aceitar as dificuldades da estrada, e me livrei da pressão que sentia, de trilhar um caminho digno dos outros, que todos aprovassem. A partir desse momento minha vida mudou. Me permiti uma leveza antes nao vivida. Passei a sorrir independente das circunstâncias. A sonhar meus próprios sonhos, a levantar disfarçadamente e rapidamente de cada tombo. As tempestades continuaram constantes, mas eu via o belo que existe no cinza, e a música que  cantam os trovões.

E em algum momento, provavelmente quando a vida percebeu que transformei o denso em leve, aprendi a correr.
Sim. Correr. Com passos enormes e desajeitados, aprendi a correr atrás dos meus sonhos. Percebi que só assim conseguiria saciar minha inquietude, e que as dificuldades já não me abalavam, mas que os desafios gritavam por mim.

Corri, persegui. Obstinada e determinada, descobri que cada um dos tropeços traiçoeiros, em cada queda  e do descrédito que ouvi foram fundamentais pra me fazer entender o valor de um sorriso, o preço de um sonho realizado e o regozijo de colher cada semente plantada com suor e muito amor.

Seguirei assim, cada dia um passo, ou vários em um dia só, com minha acidez, minha intensidade. Com o amor que me move, com o sorriso no rosto, com meu filho nos braços, com minha luta na alma, minha obstinação nos pés e meus sonhos no peito.

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Van Lima

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Coluna publicada no Portal VRNews: 

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A arte, de uma forma geral, traz benefícios para várias áreas das nossas vidas. A vontade, o contato, a tentativa e até mesmo a apreciação de qualquer tipo de arte pode transformar vidas, amenizar problemas, revelar talentos e paixões.

A diferença entre uma criança incentivada e com algum contato com a arte, e outra que não tem o mesmo incentivo, é quase que gritante: A auto-estima, a auto-crítica, a liberdade de criaçao, de errar e tentar de novo, a confiança e a facilidade de expressão. Isso sem citar a coordenação motora, a concentração, o desenvolvimento das habilidades manuais, a facilidade para aprender e estudar e o desempenho em outras atividades são claramente mais visíveis em crianças incentivadas.

Ok. Isso tudo é sabido e pesquisado por instituições e universidades. O resgate desse contato com a arte tem se tornado tendência, e torço muito por isso! Por quê? Porque duas ou três gerações inteiras cresceram alheias à quaisquer atividades artísticas. Não foi? Era desinteressante, “desnecessário” e supérfluo. E aí nos tornamos adultos “travados”: alguns com auto-crítica exagerada, outros sem conseguir expressar sentimentos, outros presos em simetrias e regras, e mais uma infinidade de características familiares à maioria de nós.

E esse “destrave” é tão fundamental. Abre nossas mentes, quebra alguns conceitos nos quais éramos agarrados, e mostra claramente que somos muito mais expressivos e capazes do que à imagem “travada” que temos de nós mesmos. E eu, que não consigo falar pouco nunca, explanei todos esses pontos para, enfim, falar do scrapbooking como “agente de destrave”!

Presencio diariamente esse “re-encontro” ou “primeiro encontro” (que seja), com a criatividade, com a expressão e com a alegria se perceber capaz! E normalmente, o processo inicial é assim: Uma incredulidade básica do “eu nao consigo”, eu não levo jeito”, “eu ão tenho criatividade nenhuma”. Quando se decide tentar, e as mãos começam a se aventurar nos papéis e técnicas, vem o medo de errar, de estragar, de decepcionar. Ao mesmo tempo, surge a vontade, a concentração e o despertar, que aos poucos revela que era só dar o primeiro passo! E por fim, o olhar surpreso e o orgulho de ver uma criaçao própria, uma arte única, sua, íntima, e libertadora!

E esse processo faz um bem incrível! Ajuda a diminuir o stress, aumenta a concentração, aumenta a auto-estima, diminui a auto-critica, desenvolve nossa expressão, nos tornando mais leves. É como um remédio, um refúgio, uma cura, uma descoberta, um encontro!

Van Lima

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É engraçado como os caminhos se constroem.
Alguns passos nossos, vários passos da própria vida.
Algumas escolhas próprias. Algumas.
Mudanças óbvias. Algumas.
E trilhamos assim: sorrindo e chorando,
dobrando esquinas, tentando seguir.

Admiro mais o sorriso leve do que a lágrima doída.
Me acostumei com o céu  cinza das minhas tempestades
Acostumei de tal forma,
que o cinza já me atrai como belo
e as chuvas que antes temia,
nem mais as percebo.
As gotas geladas que insistem em cair
tornam-se verão na minha inquietude,
Nem sinto, tanto faz.

E no auge da angústia,
da saudade, do grito dentro de mim,
do arrependimento que rasga a alma,
da acidez que intrínseca se faz viva,
me resta a luta.
Resta a luta pra os que são lutadores
Resta o sonho para os
que vivem seus amores
O alento do que se quer.

Resta o amor que explode em minhas mãos,
que segura, que faz seguir.
Prefiro a guerra que vivo, em busca da paz,
prefiro a angustia de uma alma de verdade
Pois só em meio às lutas, encontro o impossível
Só gritando meu amor, entendo meu motivo

Só caminhando contra a multidão,
reconheço a hipocrisia,
e fujo como que num desespero involuntário
de tudo que não seja verdadeiro.
Porque quando se experimenta a verdade
Quando se vive o amor,
quando se luta pelo azul do céu,
aí se entende quanto vale um sorriso.
Sorriso guerreiro. Sorriso de vida.

Van Lima

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