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Posts Tagged ‘Coisas da vida…’

E sempre foi assim… de casulo me transformo em borboleta, de marujo viro expectadora das minhas próprias tempestades… e sempre, de repente, no meio daquela chuva densa que para alguns a visão já seria turva, a vida me tira pra dançar… eu confesso que ainda não me acostumei, que sou surpreendida pelos ritmos novos, que na verdade nao sei dançar nada e sou levada pelo vento dos passos que dou…

Sim, fui convidada a dançar com o vento.
Sim, era tempestade de novo.
Não, não estou reclamando, e na verdade, se vc me conhece, sabe que por fim, aprendi a viver assim e até prefiro, pois sei que só quem conhece uma tempestade entende o valor do céu aberto.

Meus últimos anos foram alucinantes. Corridos.
Sim, dei péssimos passos, fiz escolhas questionáveis, confiei em pessoas duvidáveis.
Carreguei nas costas por dois anos, um peso que eu mesma escolhi carregar.
Mas aprendi… que quando a gente erra, a vida aproveita pra ensinar as melhores coisas, pra mostrar as surpresas mais incríveis e pra me fazer crescer.

E aqui, nessa casa amarela, eu tive o privilégio de crescer. De conhecer as pessoas mais incríveis, de descobrir que a gratidão era minha única saída, de que a gente precisa mudar, e de que, de novo, quem tem amigos, tem absolutamnte tudo….
Foram dois anos intensos, muito bem vividos, tanto nas horas ruins quanto nas boas.

Não teria nem como descrever, porque não consigo resumir nem deixar de florear nada do que sai das minhas mãos ou mente. E esse indescritível ciclo agora se fecha… ou nao, ele se transforma. De borboleta, viro casulo, porque preciso que seja assim.

Eh, é isso…. o atelier Doce Papel, minha paixão, minha insistência e minha teimosia, vai virar casulo por um tempo. Deixaremos fisicamente São José dos Pinhais. Fecharemos nosso espaço físico apenas, mas a dor e o frio na barriga é de como se eu estivesse voltando lá em 2010, quando arrisquei e decidi colocar meus pés no incerto.

Agora arrisco de novo, porque mudar já me é intrínseco, e pelo jeito, é assim que a vida gosta de lidar…. eu aceito a dança. e nos passos da vida, mudo tudo que é pra mudar.

Deixo um até logo, com novidades em breve, prometo!

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Sou louca, apaixonada, guerreira.
Sou várias, sou muitas, sou só eu.
Espalho meus pedaços, me despedaço, me refaço.
Sou calmaria e tempestade, cinza e azul.
Sou arte, sou parte, sou tudo.
Sou guerra, sou luta, sou coragem.
Faço meu teatro, desfaço meu ato.
Sou ácida e doce, sou o que quero ser.
Não preciso, faço de conta, dou conta só eu.
Sou erro, sou consequência.
Assumo, me assumo, me declaro, me despejo.
Tenho alma, razão e paixão.
Coração não sei se tenho, nao tenho tempo pra saber.
Sou furacão, sou atropelo, sou capaz.
Descanso imaginário, sem tempo pra parar.
Sou casulo, sou borboleta, sei voar.
Sou tudo isso, e ainda consigo cantar.
Sou mulher, com M maiuscúlo, que fique claro, pra terminar.

 

Feliz dia da mulher.

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(imagem do site http://vivamelhoronline.com/)

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E eu não poderia deixar acabar o ano sem registrar minha gratidão!
2015 foi um ano incrível, intenso, mágico! Em 2015 eu pude pegar meus sonhos com as mãos. Pude ver que valeu cada lágrima, cada dificuldade, toda insistência e dedicação. Valeu o trabalho, a correria, a entrega.
2015 foi um ano de parcerias: A Kelly Oliveira, artesã incrível e pessoa das mais íntegras que já conheci, me fez reaprender a confiar e acreditar que é possível compartilhar sonhos e trabalhar com seriedade e doçura, junto.
A Adriana também está aqui, com um talento lindo e uma alma jovem e cativante. Mostra a cada dia o quanto vale a determinação e a amizade. O atelier está completo, e eu, sinceramente, não me imagino mais sem essas duas peças, fundamentais.
E mais… ainda tivemos a Toke e Crie por aqui, com a Taninha Talevi nos presenteando com projetos lindos!
Tivemos a Dani do Quintal Scrapbook, uma amiga querida que tem o dom mais perfeito nas mãos… foram 2 aulas, mais que especiais, que valeram tanto tanto….
E além de tudo isso, passaram por aqui pessoas muito especiais… alunas, clientes, amigas. Pessoas que amamos conhecer, conversar, atender. Algumas alunas voltaram depois de muito tempo, outras não me deixam nunca, anos e anos por aqui… e elas se encontraram, se amaram e acabaram formando uma turma muito especial… nossos encontros semanais preencheram o ano de uma forma única. Muitos projetos, muita conversa, muita vida compartilhada, muito amor, amizade e recorte.
Então, só posso agradecer. No ano em que eu vivi a maternidade de novo, com toda a loucura e amor envolvidos, tive o prazer de começar a colher os frutos de tanto trabalho. Sou imensamente grata a cada um que fez parte disso. Amo demais o que eu faço, o que eu vivo e o que eu sonho!20155

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2015 foi um ano incrível, que testou meus limites, me levou à exaustão e me fez crescer absurdamente muito. A vida foi leve comigo, e finalmente me mostrou que, um dia, a gente começa a colher os frutos de tanto trabalho e dedicação, e uma gratidão imensa faz tudo ganhar sentido!
 
Em 2014 a vida me mostrou e me ensinou muito! Aprendi a não sonhar sonhos dos outros e entendi que existem pessoas que não pensam como eu e não enxergam o quanto vale uma parceria…Sofri, me decepcionei, me vi sozinha e sem chão. Terminei o ano com sonhos destruídos.

E 2015 me surpreendeu de um jeito incrível: Encontrei parceiras de verdade, que carregam a mesma essência que eu, o valor da palavra e o peso de se sonhar junto.

E, se fosse só isso, já teria sido um ano e tanto… mas 2015 foi além. O atelier cresceu, conheci muita gente nova e querida, tive alunas fiéis e incríveis, que viraram parceiras fundamentais… comecei a colher pequenos frutos que plantei com muito trabalho e amor!

Trabalhei como nunca, e vivi a experiência mais intensa da minha vida: Amanda. Pari, sofri, fui à exaustão, é verdade… mas pude aprender que o amor mais intenso de todos se multiplica, se intensifica e enche a alma!

Enfim , 2015 foi inesquecível.

Vou parar, descansar. Com uma gratidão profunda por tudo que eu já vivi, por chegar até aqui. Descansar com a certeza que a vida pode sim me chamar pra dançar…

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E mais um de 2011…. 

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É engraçado como os caminhos se constroem.
Alguns passos nossos, vários passos da própria vida.
Algumas escolhas próprias. Algumas.
Mudanças óbvias. Algumas.
E trilhamos assim: sorrindo e chorando,
dobrando esquinas, tentando seguir.

Admiro mais o sorriso leve do que a lágrima doída.
Me acostumei com o céu  cinza das minhas tempestades
Acostumei de tal forma,
que o cinza já me atrai como belo
e as chuvas que antes temia,
nem mais as percebo.
As gotas geladas que insistem em cair
tornam-se verão na minha inquietude,
Nem sinto, tanto faz.

E no auge da angústia,
da saudade, do grito dentro de mim,
do arrependimento que rasga a alma,
da acidez que intrínseca se faz viva,
me resta a luta.
Resta a luta pra os que são lutadores
Resta o sonho para os
que vivem seus amores
O alento do que se quer.

Resta o amor que explode em minhas mãos,
que segura, que faz seguir.
Prefiro a guerra que vivo, em busca da paz,
prefiro a angustia de uma alma de verdade
Pois só em meio às lutas, encontro o impossível
Só gritando meu amor, entendo meu motivo

Só caminhando contra a multidão,
reconheço a hipocrisia,
e fujo como que num desespero involuntário
de tudo que não seja verdadeiro.
Porque quando se experimenta a verdade
Quando se vive o amor,
quando se luta pelo azul do céu,
aí se entende quanto vale um sorriso.
Sorriso guerreiro. Sorriso de vida.

Van Lima

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Eu tenho mania de escrever, tenho a petulância de achar que posso, e tenho a necessidade de derramar minha alma assim, em linhas e palavras….
Em 2011, tanto tempo já, e essas letras saltam diante de mim, como que num grito que a vida repete, como se fosse pra ser exatamente assim!

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Quando eu penso em circunstâncias, em experiências, na vida.. sempre me vem à mente José Ortega Y Gasset… o autor da frase título do post, um espanhol que eu gosto muito de ler.

Ele fala que não sao as circunstâncias que decidem a nossa vida. E eu concordo plenamente, totalmente, rs. Se fossem as circunstâncias, confesso que não estaria aqui agora, e muito menos estaria com esse sorriso que não sai do meu rosto. Meu sorriso, minha vida, minha alegria e meu bom humor são o que eu chamo de “acircunstancial”, rs.

Ortega y Garret diz assim:

A nossa vida, como repertório de possibilidades, é magnífica, exuberante, superior a todas as históricamente conhecidas. Mas assim como o seu formato é maior, transbordou todos os caminhos, princípios, normas e ideais legados pela tradição. É mais vida que todas as vidas, e por isso mesmo mais problemática. Não pode orientar-se no pretérito. Tem de inventar o seu próprio destino.”

Dá pra entender porque eu curto demais esse filósofo né? Eu me identifico demais com isso. Minha vida é um enredo… nao, nao de escola de samba nao, é de novela das oito. As coisas vao acontecendo, e eu vou me adaptando às circunstâncias, mas sempre, sempre de uma forma que fico acima delas.
Viver de acordo com o que te acontece é fatal. É triste. É deprimente. Ainda mais em meio ao problemas que enfrentamos hoje em dia… A vida corrida, a falta de dinheiro, as traições, as mentiras, os tropeços… viver em função disso dá rugas, rs.

E eu tenho poucas…. rs. poucas rugas. Rugas do tempo em que eu vivi em função do que me cercava. O bom é que a gente aprende. Nossas experiências (jeito bonitinho de falar “nossos erros”) nos ensinam e nos moldam. O bom é vc conseguir chegar aos 30, sendo “acircunstancial”.
Ah, e né? Viver acima das circunstâncias nao significa que eu não choro, nao vivo,nao amo, nao odeio. Sim. Tudo isso, e olha, de forma bem, bem, bem intensa. Sou exatamente o que Martha Medeiros fala em “Pedaços de Mim”. A diferença é que apesar da intensidade da vida e de eu sentir muito tudo o que me cerca, eu nao vivo em função disso. Estou aqui “toda ferrada”, com problemas imensos pra resolver, e resolvi escrever esse texto porque eu me surpreendi cantando, rindo e feliz, apesar de todos os pesares….

Abraços

Van

 

 

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Desabafo, alma, eu! De 2012!!

A vida é breve, é rasteira, é rapida…
Ela te testa cada vez que você diz que “não aguenta mais”, ou que “está no limite”… e ela te ensina a sorrir quando você finalmente percebe que o essencial está no simples, no pequeno… quando você entende que aquilo que existe de mais rico é exatamente o que não tem preço.

A vida te ferra, mas ao mesmo tempo, te mostra que quando você é verdadeiro, amigos e oportunidades aparecem no momento exato, por mais que tua impaciência te faça excomungar gerações e gerações.

A vida te mostra que o amor está onde você não imagina, e que o verdadeiro amor além de ser raro, é pesado, é profundo e é leve ao mesmo tempo. É um amor que suporta, que perdoa, que releva e que deixa a vida mais intensa, em todos os sentidos.

E com o tempo, você vai aprendendo, de leve ou com “bordoadas”, essas coisas… E isso te faz crescer de um jeito “indizível”, que só você consegue sentir quando se olha no espelho e vê as marcas da vida no seu rosto e no seu coração… quando você deita a noite e sente o alívio e a vitória de mais um dia vencido. Quando você, do nada, sente a maozinha de uma criança, pela qual você vive, te acariciando o rosto.

E enfim, você chega a conclusão de que nao sabe é de nada, e que precisa estar sorrindo e em pé para aquilo que a vida, com a brisa do mar ou a tormenta do deserto, ainda vai te ensinar…

 

Van Lima

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